10 dicas para se alimentar sem tensões em bebés e crianças pequenas

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1. Aleitamento materno além do ano de vida


Deve-Se fazer com que o bebê tome a peito o tempo todo que possível, pois o aleitamento materno é o alimento por excelência da espécie humana. E não só durante os primeiros meses: esta leite alimenta de forma otimizada durante vários anos, algo que ainda é difícil de aceitar em nossa sociedade. Muitos pensam que, passado o primeiro ano de vida, o leite materno é agüilla ou que não é aceitável o fato de que uma criança de 3-4 anos de idade continue mamando (seja em público ou em privado). Existe uma pressão social -um ambiente hostil – para que a mãe continue amamentando os filhos que ultrapassam os dois anos de vida. Neste artigo de Alba Aleitamento Materno pode encontrar muita informação sobre a amamentação prolongada.


2. Método Baby Led Weaning


Não há família que não conheça, na atualidade, o método Baby Led Weaning (BLW) ou Aprendo a Comer Sozinho (ACS), que temos tratado amplamente neste artigo, aqui e no outro mundo. Em resumo, trata-se de deixar o bebê, que já tem um adequado desenvolvimento psicomotor, que pegue com suas mãozinhas alimentos moles, sem perigo e experimente o gozo de poder comê-los por si mesmo. O uso habitual de alimentos ou potitos industriais não é recomendado, já que com freqüência levam adição de açúcar ou a textura é tão fina que não ajudam a criança na hora de aprender a mastigar e reconhecer sabores por estar ultratriturados e muito misturados os ingredientes.


3. Todos nós comemos o mesmo


Não há necessidade de preparar comida para a família e para o bebê ou criança. Deste modo, você economiza tempo e ganha saúde, pois se estará obrigado a escolher alimentos saudáveis e cozinhar sem sal nem comprimidos “caldo”. Se, depois, no prato de um adulto deseja mais temperos, sempre tem a oportunidade de incorporá-los, mas é preferível usar ervas aromáticas e especiarias, sal.


4. E comemos em família


Decorrente do ponto anterior, surge a recomendação de comer em família. Assim, o pequeno certificar-se de que o natural, o normal é comer o que está na mesa e verifica que seus entes mais queridos comem o mesmo que ele (só encontrará diferença, talvez, o tamanho e consistência de alguns alimentos). Em mais de uma ocasião, ouvimos a pergunta para que o bebê prefere o que fazem os pais (estende a mão para seus pratos) mingau ultratriturada, teoricamente elaborada e desenhada para eles, com montes de cereais e vitaminas, que estão “empurrando” com uma colher e distrações diversas.


5. Comer com a mão… por que não?


Permitir tocar e manipular a comida, embora não seja um bebê, você pode ajuda-lo a encontrar mais prazer em comer. Pegar com a mão um atraente e doradito coxa de frango, para comê-lo com petiscos, ou pegar o macarrão com as mãos tem muito mais apelo sensorial que comê-las, já cortados e com um garfo. Na hora de adquirir hábitos sociais, a mesa pode ser adiado.

Imagem: oksun70

6. Oferecer rações adequadas à sua idade e tamanho


Muitas meninas e meninos de dois ou três anos pesam, em média, cerca de 12 a 14 kg e pode comer a temporadas igual ou menos que um bebê de oito meses que tem um ritmo de crescimento mais elevado. Por isso, a idade não é sempre marca a quantidade e é melhor oferecer porções adequadas a seu costume (todas as famílias sabem qual é o “ritmo” de seus filhos), que costuma ser menos quantidade do que se lhes coloca. Podem repetir no caso de que dão mostras inequívocas de ter mais fome. Um prato com “pouca” comida pesa menos de um menino, que um platazo cheio. Às vezes, a quantidade de alimento a oferecer, não coincide com o que realmente precisa de uma criança, porque os pais tendem a sobrevalorizar as suas necessidades.


7. Comida bonita, mas sem ultrapassar


O argumento de apresentar de forma colorida e atraente a comida no prato é recorrente quando se aborda este tema, embora também não se trata de fazer a cada dia cobras com macarrão ou representar quadros de Miró com as ervilhas, o pimentão e pedaços de frango. A fome, as suas preferências e nosso exemplo são os fatores que fazem com que o oferecido no prato é consumido com bom gosto.


8. Opções sim, mas não há a necessidade de um buffet livre


Mas não se deve forçar a comer, também não há que montar um buffet livre com 20 possibilidades a cada dia. Em seu lugar, poderia servir como uma humilde carta do tipo “menu do dia”, com 2 ou 3 opções para que a criança escolher, sabendo que todas foram alguma vez do seu agrado. Se você optar por colocar algo de novo e o rejeita, é conveniente esperar algumas semanas antes de voltar a disponibilizá. Talvez tenha que presentárselo várias vezes no futuro, antes de se qualificar para esse prato ou alimento como nulo interesse para ele.


9. Não beliscar entre as refeições nem meter pressa


Não beliscar entre as refeições é a melhor maneira de chegar às duas refeições principais (almoço e jantar), com vontade de atacar o prato oferecido. Em muitos casos, a cada duas ou três horas, os pequenos são incentivados a comer algo ou se substitui a refeição por leite ou outros produtos lácteos. O excesso de leite em muitos menores desloca, passado um ano de vida, outros alimentos de elevado interesse nutricional. No que diz respeito ao tempo dedicado à comida, convém não meter apressar , nem ficar uma ou duas horas, com o prato na frente da criança, mesmo que seja em atitude “pacífica” e “paciente”.


10. O exemplo, sempre o exemplo


A melhor e única forma de educar, tanto na mesa como na vida, é com o exemplo. Se os familiares comem, de maneira regular e normal, alimentos saudáveis a cada dia e não há em casa produtos insanos, nem se olham telas para todas as horas, os pequenos vão acabar, a médio e longo prazo, imitando o que vêem. Daí a importância de que os refeitórios escolares e nas casas de familiares e amigos, também eles reinem as mesmas costumes.